I Pods, I phones, TVs de plama, TVs de LCD, Celulares com diversos itens de necessidades, automóveis super luxo, apartamentos inteligentes, home teather, jóias, relógios, etc., etc., etc.. Onde está a essência da vida? As pessoas estão deixando para trás o ser humano, a verdade, o caráter, a hombridade para se tornarem elementos de consumo em massa, muitas vezes não se satisfazendo com apenas um item de um determinado produto. O tradicional almoço em família deu lugar ao isolamento em um “fast food” ou em um restaurante “self service”, onde somos consumidores passageiros de itens que provocam a obesidade, a nutrição exagerada, a falta de qualidade no que se refere as necessidades alimentares básicas do homem e, em muitos casos comemos sabor e não qualidade. As crianças trocaram o carrinho de rolimã, o futebol de rua, a bolinha de gude, a boneca, por sofisticados jogos eletrônicos, ganhando peso e gordura em longas horas em frente a computadores ou TVs, observando e promovendo de forma interativa, socos, pontapés, tiros, assaltos e uma eternidade de banalidades promovidas por estes denominados entretenimentos. A família diminuiu e com ela também o afeto, o amor, o carinho, o compromisso se foram, pseudos adolescentes de 11, 12 ou 13 anos, começam a ficar, deixando-se levar pelo prazer e pela satisfação de ter ganho uma aposta com seu amigo sobre a referida conquista, sendo que muitas vezes podemos observar que esta relação termina-se com ambos sem saber o que fazer ou para onde ir, falta por parte dos pais, muitas vezes distantes e omissos em relação a seus filhos, orientá-los sobre conduta, comportamento e respeito ao próximo. A insatisfação é crescente, as pessoas vão para a balada como se fosse a última noite que estão por viver, a droga e a bebida rolam soltas, quanto mais melhor, a cabeça tem que estar feita. Quais as conseqüências de um mundo onde o amanhã já está ultrapassado, onde o estudo e a capacitação viraram mercadorias encontradas em todas as esquinas a preços variados, professores virtuais (acabou o diálogo, a dúvida, a troca a conversa), mães de aluguel, prazer virtual ou de aluguel, sem água e com fome, porém com fortunas sendo criadas a toque de caixa. * Mestre em Engenharia da Produção, Professor Universitário, Consultor Empresarial e Palestrante. jflavio@uai.com.br Mais artigos: http://www.luisborges.com.br
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