Choram Marias e Clarices, choram Pedros e Antônios pela excessiva carga tributária imposta aos brasileiros nos municípios, nos estados e na união federal. Diante desta constatação fica a velha e eterna dúvida, sempre lembrada e às vezes discutida, sobre qual deve ser o tamanho do Estado – mínimo, médio ou elástico -, como a sociedade irá financiá-lo, e em qual intensidade. Choram empresas, empresários, consumidores e economistas dentre outros, sobre o nível estratosférico das taxas de juros praticadas no país como instrumento básico da política econômica do governo central para manter a inflação sob controle. O sistema econômico, que é uma função de muitas variáveis, fica praticamente submetido a apenas uma para dar conta de tudo. Aqui vale lembrar um paradoxo dessa economia de mercado cujo governo central reconhece a China como colega e trabalha com duas inflações, a dos preços livres e a dos preços administrados, esses sempre indexados ao passado. Mas pra quê chorar o que passou, lamentar perdidas ilusões, dizem os poetas Antônio Almeida e João de Barro na música “Luzes da Ribalta”. Que lições podemos tirar desses choros e lamentos para o nosso negócio? Será que estamos chorando demais, lamentando demais e agindo de menos? De que modo os nossos negócios estão sendo gerenciados? Será que não estamos superestimando variáveis externas que não controlamos e que, portanto sobre as quais não temos autoridade? É claro que estas não devem deixar de ser pontuadas, e devemos nos mobilizar para atenuá-las através das nossas entidades da sociedade civil. Mas não podemos paralisar os nossos negócios por causa disso. Apesar do governo a vida e os negócios devem prosseguir. Não dá para entrar na paralisia do choro, arrumar um culpado para tudo e não fazer a nossa parte. Precisamos cada vez mais praticar e aprimorar o nosso modelo de sistema de gestão estratégica de negócios aprofundando a nossa atuação sobre as variáveis que controlamos e que dependem só de nós. Por piores que sejam as condições externas, por maiores que sejam as dificuldades, não podemos encontrar um substituto para os papéis que somos obrigados a desempenhar. A prática é um dos critérios da verdade em tudo que fazemos. (*) Luis Antônio Borges, Engenheiro Mecânico, mestrado em Engenharia Sanitária e Ambiental, é especialista em Planejamento e Gestão Estratégica de Negócios, diretor, consultor e instrutor da Luis Borges - Assessoria em Gestão. luisborges@luisborges.com.br Mais artigos: http://www.luisborges.com.br
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